Hélio Carvalho

Toda contratação errada sobrecarrega alguém, e , geralmente, é você.

Você já parou para pensar que contratar alguém deveria ser uma das decisões mais estratégicas da empresa, mas acaba sendo uma das mais negligenciadas?

Isso acontece porque, no dia a dia, o empresário é engolido pela urgência. O time está desfalcado, o cliente está cobrando, o projeto está em cima, e aí vem aquela sensação: “preciso de alguém, qualquer um serve, desde que entre logo”. E é assim que se começa o ciclo de contratar errado.

Muitas gestores no processo de escolha, acabam contratando por afinidade, por feeling, por desespero. E os erros se repetem. O profissional entra, não performa, desmotiva o time, gera retrabalho… e logo a vaga está aberta de novo. Isso custa caro. Custa dinheiro, tempo, energia e confiança na equipe.

Agora, vamos olhar por outro ângulo.

Quando a empresa começa a contratar com método, algo muda. Primeiro, ela tem clareza do perfil que está buscando. Isso muda tudo. Porque quem sabe o que procura, sabe também o que não aceitar. A comparação entre candidatos deixa de ser subjetiva e passa a ter critério.

Depois, vem o processo. Muita gente acha que seleção é só triagem, divulgação e entrevista. Mas a verdade é que a primeira etapa de um bom processo seletivo é o alinhamento profundo do perfil por competências. Não adianta sair divulgando vaga se você ainda não sabe exatamente o que está buscando.

E por fim, a condução da entrevista. Aqui vai um alerta que pouca gente diz: o candidato também está te avaliando. Ele está em outros processos seletivos. Ele está escolhendo. E se a sua empresa não for atrativa, se a entrevista não for respeitosa e profissional, ele desiste, mesmo antes da oferta.

Muitos gestores e empresários não percebem isso acontecendo.

Contratar com método impacta diretamente no resultado da operação. Gera mais alinhamento cultural, menos turnover, melhor adaptação. E, talvez o mais importante: reduz o peso sobre quem já está na casa.

Porque manter um time sobrecarregado pela ausência ou baixa performance de colegas também cobra um preço alto.

A pergunta não é se vale a pena ter um processo seletivo estruturado.
A pergunta é: quanto está custando manter o processo do jeito que está?

Contratar bem não pode ser tratado como um evento extraordinário. Precisa virar parte da rotina do gestor. Porque toda vez que uma contratação dá errado, alguém do time paga essa conta. E, na maioria das vezes, esse alguém é o próprio gestor.

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